
sábado, 31 de outubro de 2009
Presente selinho

sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Fincando Mourões
Assim, aqueles que chegarão e que também não estão familiarizados com 'jeitão' blogueiro de ser, isto é, ver posts, comentários, aqui, ali, podem conhecer essa estorinha. É uma metafora que criei e usei, e ainda uso, sobre um processo de transformação o qual iniciei a uns 2 anos atrás. Era indagado sobre haver mudado, por aqueles que já me conheciam de tempos. Segue o trecho:
"Não mudei meu carater, quer dizer, sou o Julio Cesar de sempre, quanto ao que me constitui. A diferença é que 'esse' era como se não existisse. Ao 'existir' passou a incomodar (no bom sentido). Dizia eu em metafora: Sabe, gente, um dia você sai com um amigo para um final de semana. No caminho, encontra um loteamento.
Juntos, cada qual compra um lote. Ambos constroem suas casas. Um com piscina, outro com Playground, etc. Nâo há cerca, muro ou algo que sinalize uma divisa, afinal, para quê? não são amigos?
Certo dia, você não vai para sua casa de campo. Seu amigo sim. Inclusive, promove uma festa, uma churrascada de final de semana. Muitos convidados. No proximo final de semana voce vai para sua casa. Ao chegar, depara-se com certa depredação. Seu jardim com flores quebradas, pisadas. A piscina suja, dentro e no entorno. paredes sujas, e alguns dos adornos escolhidos a dedo... não existem mais. O seu amigo, é muito amigo. Você não o interpela. compreende que deve ter sido uma festa e tanto e fugiu ao controle e que ele não teve nenhuma intensão.
Então, você decide, começar a fincar alguns Mourões para "estender" uma cerca. Ao ver tal atitude, voce está apenas fincando Mourões intercaladamente em SEU terreno. Seu amigo observa, a distância, com espanto. Percebendo que haverá uma cerca, indaga: que isso? que houve? você não vai mais deixar entrar em seu terreno? (ou seja, você não pode ter o domínio de sua propriedade)voce responde: Claaaro, por isso terei uma porteira. Sempre que estiver por aqui, me chame. Terei prazer em te receber.
Nossa vida, nossa alma, nosso espaço, nosso ser, por vezes são invadidos virtualmente. Não porque nossos amigos não gostem de nós. Na verdade, permitimos. Não dizemos não. Colocar limites parece que será uma ofensa. Mas não. Há limites. Devemos colocalos. Se ainda não cercou seu terreno, começe hoje. De mourão em mourão. Não tente totalmente no mesmo dia. É cansativo, desgastante. Quanto estiver pronto, todos terão respeito e apreço por 'sua propriedade'. Faça uma cerca linda. E tenha uma porteira charmosa. Um cartaz 'bem-vindo', é de bom gosto."
abraço a todos
JC
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Um selo em minha biografia

Lisa, minha primeira seguidora, presentiou-me com esse selinho hiiiiper especial.beijos.
Lisa é a 'menina' (posso?) inquieta do blog Inquietações, em:
http://lisanunes.blogspot.com
Lisa,
Muitas pessoas conheci aqui na internet. Cada uma, deixou sua marca (algumas ainda continuam marcando). Entre as especiais das especiais, tenho que destacar a Lisa. Primeiramente, quase como uma 'Hostness' recepcionou-me. Sobre a primeira vez de alguma coisa, a Valiserie praticamente imortalizou com 'O primeiro sutien a gente nunca esquece', e como disse o ex-piloto F1 Nelson Piquet, em entrevista a Reginaldo Leme: "...o primeeeeiro...o primeiro é o Colombo!" com referência ao fato de Emerson Fittipaldi haver desbravado 'pistas' no exterior.
Assim, Lisa, minha primeira seguidora oficial de meu blog, jamais esquecerei. Com uma micro foto vieram junto doces comentários, passagens e citações que rompem o tempo e permanecerão vivas. A cada época de nossas vidas, os sentidos vão se recriando sobre o que outrora de outra forma fora compreendido.
Obrigado por selar a sua passagem por minha vida. Dure o quanto durar e nos for permitido.
Com muito carinho e respeito, um grande abraço e um beijo para você, doce e inquieta Lisa.
JC
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Enxergando o presente!

Aprendendo a Viver - Imagens
Clarice Lispector
- O presente é o instante em que a roda do automóvel em alta velocidade toca minimamente no chão. E a parte da roda que ainda não tocou, tocará num imediato que absorve o instante presente e torna-o passado. Eu, viva e tremeluzente como os instantes, acendo-me e apago-me, acendo e apago, acendo e apago. (página 9 - extraído de “Água Viva”)
Por anos a fio o homem tem se desenvolvido e não para por aqui. Frente ao universo, a eternidade parece ser mais lógica do que a finitude da vida. Considerada utópica, inconcebível e incabível do ponto de vista ético. Isto, por que se todos nós hoje conseguíssemos a eternidade como faríamos com os futuros nascimento? Se excluirmos a natureza de fazer a ‘escolha’ de quem fica e quem vai, quem seria habilitado para ocupar o ‘cargo’?
Assim, ansiamos viver o máximo possível, com o máximo de condições saudáveis ou ao menos favoráveis. Temos a morte como nosso predador. O ‘hunter’ sorrateiro. Espreita e não anuncia quando irá agir. Não há meios de controlar a ação desse caçador implacável.
O fato é que falar sobre coloca-nos diante de uma fragilidade que não gostamos de ver. Tão pouco sentir. Do ceticismo ao beatismo, de alguma forma o assunto busca contornos, respostas, definições. É a busca silenciosa, disfarçada, pelo significado de nossa existência. As ‘obras’ humanas soam como o subterfúgio para a imortalidade. A arte parece ser o expoente maior para imortalidade. São esculturas, pinturas e mesmo a arte em forma de edificações como pontes, edifícios, etc. Claro, a literatura se mantém ali, incólume. Tem o poder de renovar-se. Adéqua-se a cada momento histórico.
Atualmente, a imprensa costuma referir-se, quando de um acidente envolvendo riscos para a vida humana, como: ‘a pessoa corre risco de morte’. Costumava-se dizer a alguns anos atrás: ‘corre risco de vida’. Eu penso que a vida é um milagre. Olhar para um ser adulto que seja, e imaginar que foram desdobramentos celulares, partindo da junção de duas células completamente diferentes, que nosso coração tem um pulsar inexplicável. Penso que nós, a cada instante não evitamos a morte, mas lutamos pela vida. Estamos ilhados em focos infecciosos, bactericidas, virais. Lutamos contra forças da natureza e contra forças de nossa própria espécie. Sejam nossos ‘iguais’ que aniquilam vidas alheias por futilidades. Aniquilam pessoas que trabalham exatamente para dar-lhes condições de existência, nas mais diversas funções. São nossos ‘iguais’ parceiros, cônjuges, ficantes, que aniquilam a vida emocional dos seus.
Se você já chegou até aqui, deve-se estar perguntando do porque de um assunto meio ‘down’ em um blog sobre sensibilidade, mas são coisas como está que me fizeram olhar para a vida de outra forma, com outros olhos, com outra ‘Iris’. Olhar para as pessoas como pessoas e não como coisas. Valorizar cada momento, cada abraço, cada bate papo. Não tínhamos internet, tão pouco blogs e afins a algumas décadas atrás. Se existem hoje, continuemos praticando o que melhor o ser humano pode fazer por si mesmo, relacionar-se com outro.
A você, o meu grande abraço e apreço. Observação, não só um abraço, mas aquele que damos a quem realmente temos enraizado bem ‘aqui no meio’.
J.Cesar
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Pés de Paixão

Sou um apaixonado por Pés. Dizem meus amigos: 'no seu sangue circula somente globulos vermelhos paixão'. Outras vezes me tomaram como tremendo fetichista, louco, e tudo o mais, só porque, pelas ruas de São Paulo, quando a oportunidade permitia, fotografava calçados femininos calçados nas próprias. A ideia surgiu como forma de buscar o maior numero de imagens, diversificadas e depois montar um painel com um título, que claro não irei falar aqui agora. Como criei o blog Íris, provavelmente publicarei em algum post futuro. Pouco depois de lançar-me nessa peregrinação, saiu matéria em um jornal e em uma revista de outro jornal, exatamente sobre pés.
Fetichismo a parte, quem resiste a um pezinho de bebe? Já sobre os pés femininos, um lindo pé confere elegância e graça a quem os possui. Não há pedicure ou podólogo que possa dar conta de embelezar o desalinhamento dos dedos e conferir harmonia ao pé. Desenhista, passei (e ainda passo) pelo calvário de desenhar pés e mãos, principalmente quando de mulheres. Um erro no traço e todo erotismo, sensualidade, charme vão a pique.
Seguindo uma lógica que parece racional mas que quando flui dentro da alma e totalmente emocional, ao ver pezinhos assim, não há como não associar a beleza da gravidez, da cumplicidade da vida a dois, da unificação pelo bem de um: o bebê.
Ao tomarmos contato com um bebê, seja visitando um casal amigo que acabaram de ter um filho, se estamos em uma relação parece que o instinto 'cria' uma certa força interior que promove uma atração extra. Se estamos só, parece haver um sentimento de falta, de ausência. É como se estar só representasse haver perdido um pedaço de sí.
É, esse 'pedacinho de gente' traz consigo a força invisível e abstrata, subjetiva e poderosa. Que mobiliza, que constroi e que mal controlada até destroi.
É vendo pezinhos assim, que a vontade de estar com quem se ama (ou encontrar alguem para amar e ser amado) toma proporções mais reais. A todos os sonhos criados pelo homem, basta buscar o sucesso e com ele o dinheiro para poder comprar. Mas amor não se compra. Um bebezinho não se compra. Olhar para aqueles pezinhos e saber que existe uma parte tão ridiculamente pequena de você que pela magia da vida se desdobrou até aquele tamanho, até aquele momento, não tem preço (nem com aquele famoso cartão de crédito).
Ouvi uma frase do Sérgio Cortella nesse ultimo final de semana. Dizia: "(...)a diferença entre o fundamental e o essencial é que o essencial não pode-se privar. Já o fundamental, é um dos meios necessários para atingir-se o essencial. O dinheiro é fundamental, não essencial.(..)"
Com esse conceito, é possível entender a força de um bebê concebido sobre o amor de duas pessoas. É possível compreender a necessidade de uma relação pautada no amor.
Creio por isso o quanto as relações ficantes são gélidas, desprovidas de real valor. É banalizar a vida antes mesmo de sua existência. Assim como não é possível comprar bebês, também é incabível vendê-los. Há um apogeu aos animais de estimação (nada contra eles, por favor). É preciso pensar porque 'estamos' nos contentando em sermos pais de filhotes de outras espécies. E também do porque de tratar os 'filhotes' da própria espécie como se fossem de outra.
Eu? adoro cachorro sim (sempre gostei de gato também. E de passarinho). Enquanto casado, sempre tive cachorro. Hoje, meus anseios ainda se posicionam na direção da especie humana.
É o amor que tenho pelo oposto dentro de minha espécie que enche meu peito de desejo ao ver tais pezinhos. Olhar nos olhos dela e poder dizer: " Como nosso filho é lindo! Lindo como você."
Me permitam transcrever duas letras. Não farei isso regra desse blog, desculpem.
PRÁ DIZER ADEUS
Titãs
Você apareceu do nada
E você mexeu demais comigo
Não quero ser só mais um amigo
Você nunca me viu sozinho
E você nunca me ouviu chorar
Não dá pra imaginar quando
É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais
É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais
Às vezes fico assim pensando
Essa distância é tão ruim
Por que você não vem pra mim
Eu já fiquei tão mal sozinho
Eu já tentei, eu quis chamar
Não dá pra imaginar quando
É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais
É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais
Eu já fiquei tão mal sozinho
Eu já tentei, eu quis
Não dá pra imaginar quando
É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais
É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais
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ESTA, HOJE EU DEDICO ESPECIALMENTE PARA "VOCÊ"
ENCONTRAR ALGUÉM
J.Quest
terça-feira, 13 de outubro de 2009
ESPERA

Em meu último post eu fiz essa pergunta: "esperar o que?"
Talvez agora pareça loucura eu começar um outro post com "quem ama espera". Pois é assim, espere e leia até o final antes de julgar-me.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Esperar o que?

Os que esperam a morte para mudar.
A morte nos coloca frente a frente com a fragilidade que constitui nossa existência. No sentido literal é preciso evitar a morte para viver. Porém, no sentido figurado, acho que a morte, ou o tema morte, nos aproxima da vida. É frente as possibilidades que a morte possui, para retirar-nos da existência, que nos torna mais preso a vida. Acredito que aqueles que tiveram a oportunidade, e não direi infelicidade, de ir a um velório, buscaram a 'vida' com mais intensidade. O que não dizer daqueles que realmente escaparam da morte!
Em meio a tantos exemplos que poderia citar aqui, e de certo cada um sempre traz consigo algum caso para contar, o ponto é que a morte nos leva a conjectura. Vamos fundo na introspecção e na reflexão. O que é importante para realizar hoje que pode não vir a realizar-se amanhã?
Então, o que está esperando? viva hoje. Entre em uma conexão com seu próprio corpo, com sua mente e vá experimentar ou re-experimentar sentimentos. Chore, se nunca chorou, e sinta a leveza das lagrimas. Grite, se nunca gritou e sinta a leveza do seu corpo. Sinta a paz do perdão. Sinta a força da atenção, ao escutar a quem nunca deu ouvidos. De um olhar a quem está perdido. Toque a quem está só.
...e mais importante, o que está esperando para dizer:
EU TE AMO
Diz o ditado popular que: 'quem não chorou, riu e amou, não viveu'.
JC
(*se hoje eu re-encontrar você, eu direi: 'eu te amo')
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Fez e faz a diferença.
Não um simples alguém!
Mas alguém que faz este alguém,
sentir mais de si e ir mais além.
Deixar de sentir-se só um alguém.
Agora, alguém por um alguém.
Mesmo que o outro alguém
diga: "neeem..."
Transcende meus desejos
que evocam minhas emoções
Que bom,
que por alguém aqui passei.
Vi, fucei e gostei.
E porque gostei,
mudei!
A cada hoje, transformo o ontém no amanhã.
JC